Os avanços tecnológicos e científicos têm
sido vultosos. O homem é totalmente absorvido pela sedução ocasionada pela
descoberta, sobretudo quando seu poder de dominação sobre o real aumenta
enormemente. Com isso, parece se inscrever no horizonte o despontar de um mundo
novo. Este mundo é ainda indescritível, mas em vista das configurações da nossa
realidade contemporânea, pode muito bem ter sido prefigurado na arte.
A leitura de algumas obras teóricas e outras
ficcionais, juntamente com a observação das condições atuais de vida,
mostra-nos que o capitalismo gerou situações e condições que agridem cada vez
mais o espírito do homem, quando, na verdade, deveria servir-lhe no
aprimoramento da vida; o socialismo, por outro lado, foi minguando até
permanecer, apenas, como ideologia na mente de alguns, já que o seu poder
sucumbiu à abertura dos mercados.
A sociedade atual vive sob o efeito de uma
hipnose coletivo-induzida que sustenta a máquina produtiva do capitalismo. A
geração e o consumo do supérfluo, o poder do dinheiro e a consequente
exacerbação do materialismo são fatores que ampliam o abismo entre as camadas
sociais. Estas verdades têm como maior exemplo os Estados Unidos e a
discrepância da sua riqueza e poder sobre o resto do mundo.
O poderio econômico somado aos avanços
surpreendentes da tecnologia e à desmedida ambição do homem moderno alimenta os
pensamentos mais extraordinários. Enquanto os poderosos arquitetam as mais
variadas esquisitices, a arte as realiza em seus mundos fictícios. Assim, aos mortais
cabem as perguntas: a ficção imita a realidade ou vice-versa? As obras de
ficção são vaticínios que se apoiam sobre as potencialidades da ciência e da
tecnologia ou o mundo atual inspira-se nas obras de ficção? Os livros Admirável
Mundo Novo e 1984 e o filme Inimigo de Estado são inspirados ou
inspiradores?[1]. Enfim, de quem é o mérito das ideias geniais? Estas perguntas
comprovam aquele lugar-comum: às vezes, a vida imita a arte.
Sob esta atmosfera, nós refletimos acerca de
alguns aspectos da obra Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, tentando
analisá-la ao abrigo de teorias psicanalíticas e sociológicas que corroboram o
seu caráter verossímil. Apesar de se tratarem de especulações, acreditamos no
crescimento e no amadurecimento do homem a partir de algumas reflexões
filosóficas.
I.
Freud, Marcuse e Huxley
Algumas pessoas conseguem entrever os
prejuízos causados pela voracidade capitalista em nossos dias e sabem que o
atual estado de coisas e sua necessária mudança dependem de inúmeros fatores.
Entre eles, o principal agente é o homem esclarecido, sendo que seu
esclarecimento depende de si mesmo, como defendia Immanuel Kant [2].
Entretanto, cada vez mais, há uma profusão de condicionamentos nocivos ao
espírito, até mesmo nos projetos educacionais que grassam por aí [3].
Diante
disso, os agentes catalisadores de uma reviravolta não seriam os operários ou
os povos dos guetos, como pretendia Karl Marx. Óbvio que sua esperança
residisse nessas pessoas vitimadas pela exploração e que viviam distantes das
benesses do capitalismo. Mas, os tempos são outros: os tentáculos do sistema
capitalista estão devidamente estendidos sobre quase todos os recantos do
planeta, o que torna inviável uma revolução pela eficiente dominação de seus
possíveis deflagradores. Esta realidade não nos é estranha, visto que nosso
povo é cada vez mais explorado e eficientemente dominado por fatores
condicionantes: música de péssima qualidade, programas televisivos medíocres e
apelativos, costumes e modas alienantes. Juntando-se a isso um sistema de
ensino que “sai do nada e leva a lugar nenhum”, resta pouco para a extinção da
Razão e do Esclarecimento [4].
Tais descalabros têm a conivência e o
incentivo de instituições de ensino e de governantes: estes exultam com as
novas vítimas da sua retórica persuasiva, aqueles não exigem demais para não
espantarem os cifrões. Por isso, o agente histórico tão sonhado por Marx está
em extinção e os poucos que ficam parecem exauridos.
Quando nos inteiramos das propostas
socialistas, vemos que as sugestões envolvem a criação de um novo indivíduo.
Herbert Marcuse, por exemplo, partia da reestruturação moral, política e
estética do ser humano. Para ele, especialmente o radicalismo moral é que
recondicionaria o homem para a liberdade. Estas mudanças radicais atingiriam,
segundo ele, a dimensão biológica e modificariam o comportamento orgânico [5].
Talvez, estas observações tenham despertado o seu interesse sobre a teoria de
Sigmund Freud acerca da formação da civilização, sendo a obra marcusiana "Eros e
Civilização" uma interpretação filosófica das teorias freudianas expostas em "O
mal estar na civilização".
Pois bem, nossas reflexões inclinam-se sobre
as teorias expostas nas obras citadas de Freud e Marcuse e convergem na análise
do mundo fictício criado por Aldous Huxley em "Admirável Mundo Novo", com a
presunção de sondar os abusos que se ocultam sob as falácias de um sistema
desumano.
A leitura de algumas obras de Huxley foi
suficiente para apreender uma parcela da sua intensidade filosófica. Os mundos
criados por ele são críticas contumazes e pertinentes a um mundo caótico que
caminha para a autodestruição. Não que ele tenha pregado os ideais marxistas ou
as teorias freudianas, pelo contrário, ele as criticou com propriedade.
Os caminhos trilhados pela humanidade e o
desmantelamento dos últimos países socialistas projetam-nos a uma realidade
muito mais próxima do “admirável mundo novo” do que da sociedade idealizada por
Huxley na ilha de Pala [6]. Portanto, o papel de agente histórico, nestes
tempos de dominação completa do capitalismo, cabe aos homens esclarecidos,
fraternos e solidários que ocupam funções e papéis que lhes permitam formar
novas mentalidades para o futuro.
II.
A liberdade e a felicidade humana
Desde o prefácio de "Admirável Mundo Novo",
Huxley já revela algumas particularidades que se aproximam das teorias de
Marcuse. Sua preocupação para com a liberdade e a felicidade humana esconde-se
entre as críticas feitas aos sistemas totalitários e seus meios de repressão
que são levados ao extremo sob os recursos da ciência e da tecnologia, enquanto
Marcuse discute sobre a servidão humana como fruto de uma excessiva revolução
mental patrocinada pelos sistemas totalitários e denominada mais repressão [7].
O processo que conduz a esta servidão progride na mesma proporção que o
desenvolvimento da civilização [8].
A
inquietação destes intelectuais vem, justamente, da subjugação psicológica
acarretada pelo uso dos recursos repressores que geram efeitos destrutivos
sobre o aparelho mental dos indivíduos, além deste domínio psicológico levar os
homens a amarem sua servidão e a tornarem-se alienados [9]. As pessoas, assim,
seriam conduzidas por pensamentos e intenções alheias à sua própria liberdade.
Esta condução humana se faria pelos métodos científicos de sugestão (lavagem
cerebral, persuasão química e subconsciente e hipnopedia).
Huxley e Marcuse, privilegiados pelas
descobertas freudianas, puderam perceber os novos aspectos da alienação humana
e observaram a face mais oculta da repressão: aquela que se esconde por detrás
da gratificação compensativa. Com as descobertas de Freud sobre o funcionamento
do aparelho mental e suas teorias sobre o princípio de prazer e o de realidade
- formadores da civilização -, os governos subsequentes parecem ter encontrado
os meios definitivos para o controle social: o funcionamento do sistema se
coaduna ao funcionamento psíquico e tudo parece natural ao homem. Este recebe
compensações pelas suas renúncias, o que lhe confere certa sensação de
liberdade e felicidade que o dissuade de qualquer reivindicação de caráter
revolucionário [10].
A relação dialética entre a renúncia humana e
a sua compensação tem início nas principais camadas do aparelho psíquico,
nomeadas por Freud como id, ego e superego. Não nos cabe, no momento, a
explicação pormenorizada de cada uma destas instâncias, mas podemos ter uma
vaga ideia sobre elas observando as palavras de Herrmann: “O id supre energia
libidinal, que o ego, autorizado pelo superego, transforma em pensamentos
conscientes, projetos, ações a serviço dos fins instintivos, de maneira
adequada à realidade” [11].
A transformação da libido em ações que se
ajustam à realidade é o ponto inicial do processo civilizador [12]. Os
instintos totalmente satisfeitos levariam ao caos, mas a energia destes
instintos, racionalmente direcionada, promove a civilização. Por outro lado, a
severidade exigida pelo princípio de realidade impede a liberdade e a
felicidade humanas [13].
III.
A repressão no mundo novo
As noções de liberdade e felicidade, surgidas
da especulação freudiana e marcusiana, levaram-nos à observação destes
conceitos no mundo fictício do Admirável Mundo Novo. A civilização projetada
por Huxley vive o ano de 634 d.F (depois de Ford [14]). Dela aboliu-se a
viviparidade e os indivíduos são originados em proveta, frutos de uma escolha
rigorosa dos genes, de um conveniente tratamento químico durante a fase
embrionária e de uma formação psicológica que se estenderá por toda a vida,
desde o berçário. Neste ponto, Huxley usufrui as descobertas na área da
psicologia. Além dos bebês serem cruelmente condicionados nas “Salas de
condicionamento neopavloviano”, segue uma série de condicionamentos
psicológicos eficazes, destacando-se a hipnopedia. Deste processo científico,
surge a hierarquia social (funcional) do admirável mundo novo: alfas, gamas,
betas, deltas, ipsílons e os grupos Bokanovsky de semi-aleijões [15].
Através desta formação psicogenética
condicionada, extinguiu-se a família (pai e mãe) [16], a religião, a história,
a monogamia e, sobretudo, as emoções. O indivíduo sem estes vínculos emocionais
é estável e a sua estabilidade conduz à estabilidade social, objetivo supremo
da civilização do admirável mundo novo [17]. Quando algum fator ameaça o equilíbrio
individual, é consumida uma droga chamada “Soma” que restabelece o controle
psíquico sobre a situação [18], representando a fuga protetora contra a súbita
manifestação de pensamentos que são abominados pelo sistema.
Salvos estes aspectos, que consideramos serem
formadores de um superego sui generis e modeladores das outras instâncias do
aparelho psíquico, atentamos ainda para as características da sexualidade nesse
curioso mundo. Nele a sexualidade é estimulada desde a infância através das
brincadeiras eróticas e a promiscuidade é moralmente obrigatória. Esta
realização parecia ser a aspiração de Marcuse para a consecução de uma
sociedade não-repressiva, pois, enquanto Freud estabeleceu o contraste entre
liberdade e felicidade e entre sexualidade e civilização como sendo um produto
da natureza humana, Marcuse defendeu a tese de que este contraste existe como
produto de instituições sociais específicas construídas durante o
desenvolvimento humano sob o interesse de dominação.
Para Marcuse é aceitável certa dose de
repressão no estabelecimento da civilização, mas houve um excesso de repressão
para a manutenção desta civilização. O princípio de realidade sofreu imposições
em função dos interesses desmedidos de produtividade capitalista e
transformou-se em princípio de desempenho que exige a mais-repressão para se
manter.
A repressão das energias sexuais acentuada na
supremacia genital, na monogamia e no trabalho alienado é considerada
desnecessária pelo filósofo frankfurtiano. Ele defende a libertação das
renúncias e a liberação da sexualidade “para que o homem se liberte” [19], ao
passo que Freud nos diz que seriam imprevisíveis os caminhos tomados pela
civilização se abolíssemos a família e permitíssemos “a liberdade completa da
vida sexual” [20]. Entretanto, estes aspectos são observados na civilização do
Admirável Mundo Novo, embora de forma um pouco distinta.
Apesar da brevidade desta exposição, pode-se
observar que Huxley operou algumas mudanças na teoria freudiana a fim de
produzir uma sociedade equilibrada, embora esta tenha se sujeitado a outra
forma de organização repressiva que, de certa maneira, intuímos como subjacente
em nossa civilização. Esta subjacência constitui, para nós, um dos interesses
pela obra, visto que o que difere a nossa civilização da ficção de Huxley
parece ser uma questão de transparência: no mundo novo não se oculta o
condicionamento e suas intenções, enquanto em nosso mundo o condicionamento
disfarça-se nas entrelinhas da educação e da cultura de massa que alienam cada vez
mais.
Neste ponto, para alguns, otimismo seria crer
na concepção cíclica de história estabelecida pelos gregos e, consequentemente,
no retorno a uma Idade de Ouro para a humanidade. Por outro lado, o realismo
apreendido nas ações humanas nos projeta a uma forma irônica de permutação
histórica: o mundo se alternando entre o excesso de repressão e o excesso de
liberdade, sendo que um parece levar ao outro como se fosse o capricho de uma
força oculta operando simultaneamente nas instâncias psíquicas (id, ego e
superego) e nas esferas sociais (principio de desempenho).
Desse modo, fica-nos a sensação de que a
realização de um mundo onde reine a justiça, a igualdade e o bem estar social -
condições que proporcionam dignidade ao ser humano - só é possível na arte, que
nesse ponto não é imitada pela vida. Porém, sondar as utopias e sopesá-las é
uma das maneiras de nos orientarmos na direção de um ideal. Nem que este ideal
nos alimente eternas utopias, afinal de contas, a esperança é a mais humana das
virtudes.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
FREUD, Sigmund. O mal-estar na civilização,
in Obras Completas, ESB, Vol. XXI, Rio de Janeiro: Imago, 1974.
HERRMANN, Fábio. O que é Psicanálise, 13ª
edição, São Paulo: Psique, 1999.
HUXLEY, Aldous. Admirável Mundo Novo, 18ª edição,
São Paulo: Ed. Globo, 1993.
___. A Ilha, 6ª edição, Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 1971.
___. Regresso ao Admirável Mundo Novo, São
Paulo: Hemus, 1959.
KANT, Immanuel. Textos seletos, Petrópolis:
Ed. Vozes, 1974.
MACINTYRE, Alasdair. As idéias de Marcuse,
São Paulo: Cultrix, 1973.
MARCUSE, Herbert. Eros e Civilização, 6ª
edição, Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1975.
___. Um ensaio sobre a libertação, Lisboa:
Livraria Bertrand, 1977.
ORWELL, George. 1984, 18ª edição, São Paulo:
Editora Nacional, 1984.
Revista VEJA, edição 1779, nº 47, 27/11/2002.
* O presente ensaio foi um dos que produzi
durante o curso de Mestrado em Teoria e Crítica literária na UNICAMP, cujo
objeto de estudo foi a obra Admirável
Mundo Novo, de Aldous Huxley. A dissertação foi defendida em fevereiro de
2007 e encontra-se disponível no site do Instituto de Estudos da Linguagem
(IEL) da Unicamp, Campinas, SP.
[1] A última criação dos EUA é o Departamento
de Segurança Interna: invadem as vidas dos cidadãos norte-americanos, por meio
de alta tecnologia, em busca de possíveis terroristas. Recentemente, houve uma
polêmica envolvendo a invasão de privacidade de cidadãos brasileiros através da
internet. Algo bem parecido com o mundo fictício de 1984 e Inimigo de Estado.
(Ver artigo “O grande irmão americano”, Revista Veja, nº 47, p.97).
[2] “Esclarecimento [Aufklärung] é a saída do
homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a
incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro
indivíduo.” (KANT, Textos seletos, p.100.).
[3] O governo do Estado de São Paulo começou
a implantar o Ensino Técnico nas escolas públicas estaduais. Por trás da
fachada de boa iniciativa, há a perversa manutenção da hierarquia social: as
públicas produzem empregados e as particulares, patrões.
[4] “Todo o mecanismo do pensamento será
diferente. Com efeito, não haverá pensamento, como hoje o entendemos. Ortodoxia
quer dizer não pensar... não precisar pensar” (ORWELL, 1984, p.53).
[5] Cf. Herbert MARCUSE, Um ensaio sobre a
libertação, pp. 22 e 23.
[6] Cenário do livro A Ilha, que é
considerado uma antítese do Admirável Mundo Novo. Nela, materializam-se os
sonhos de liberdade e felicidade humana: reverência pela natureza, amor livre,
respeito às diferenças individuais, religiosidade sem dogmas etc.
[7] A partir de um conceito freudiano de
repressão como determinante do processo civilizador, Marcuse estabelece o
conceito de “mais repressão” como formas repressivas adicionais, instauradas
pelos novos interesses de dominação.
[8] O conceito de civilização utilizado por
Marcuse é haurido de O mal-estar na civilização, de Freud.
[9] “Tal é a finalidade de todo
condicionamento: fazer as pessoas amarem o destino social a que não podem
escapar” (HUXLEY, Admirável mundo novo, p.14).
[10] “O povo, eficientemente manipulado e
organizado, é livre (...) Não faz sentido falar sobre libertação a homens
livres...” (MARCUSE, Eros e Civilização, p.14).
[11] O que é Psicanálise, p. 70.
[{12} Corresponde à transformação do
princípio de prazer em princípio de realidade].
[13] “Se a ausência de repressão é o
arquétipo de liberdade, então a civilização é a luta contra esta liberdade”.
(MARCUSE, Op. cit., p. 36).
[14] Sinal de reverência a Henry Ford. “Nosso
Ford – ou nosso Freud, como... preferia ser chamado sempre que tratava de
assuntos psicológicos...” (HUXLEY, Op. cit., p.35). A recorrência a esta figura
deve-se ao fato dele ter criado a produção em série e ter intensificado a
automatização que, no caso do mundo novo, constitui um dos fatores que mantém a
estabilidade social.
[15] Este grupo é o extremo da padronização
do produto humano: noventa e seis gêmeos idênticos fabricados com o mesmo
ovário e os gametas do mesmo macho.
[16] “Nosso Freud (Ford) foi o primeiro a
revelar os perigos espantosos da vida familiar”. (HUXLEY, Op. cit., p. 35).
[17] “Não há civilização sem estabilidade
social. Não há estabilidade social sem estabilidade individual” (HUXLEY, p.39).
[18] “Podem proporcionar a si mesmos uma fuga
da realidade sempre que o desejarem...” (Ibid., p. 52). Estas observações de Huxley sobre o Soma
coincidem com a opinião de Freud acerca dos métodos químicos de influência
psíquica: “Devemos a tais veículos não só a produção imediata de prazer, mas
também um grau altamente desejado de independência do mundo externo, pois se
sabe que, com o auxílio desse ‘amortecedor de preocupações’, é possível, em
qualquer ocasião, afastar-se da pressão da realidade...” (O mal-estar na
civilização, pp. 96-97).
[19] Ver Alasdair MACINTYRE, As idéias de
Marcuse, pp.53-54.
[20] FREUD, Op. cit., p.136.
Samuel Veratti