Onde foi exatamente que larguei (...)
O leão que sempre cavalguei?
(“Inverno”,
Adriana Calcanhoto)
Todo poeta está ciente das dificuldades
encontradas pela poesia neste mundo mecânico e caduco. Sair em busca de
compreensão num mundo avesso ao ser das coisas é a sua condição de
precariedade. Embora os tempos sejam maus para o lirismo (Brecht), a poesia é
um canto que tenta se afirmar perante os aborrecimentos, protegendo-se. Em
Drummond, ela nasce exatamente dessa dificuldade, desse desajuste entre o poeta
e o mundo. Sua necessidade vital de proteção explica o comedimento passional e
a distância irônica do poeta mineiro, que alterna comoção e ironia,
sensibilidade e inteligência, fazendo com que esta corrija aquela a tempo, como
num “jogo automático de alavancas de estabilização”, na percepção de Manuel
Bandeira.
A
poesia é um fenômeno de comunhão secreta entre o ser e as coisas. Quem já
experimentou o prazer estético, o êxtase causado pelo poder encantatório do
ritmo, o encontro - através das imagens verbais - com as imagens que já havia
dentro de si, num “momento em que tudo concorda”, em que “o tempo não pesa”,
vivenciou essa breve comunhão e descobriu a força da poesia, que “vive nas
camadas mais profundas do ser”, como nos ensina Octávio Paz, em O arco e a lira. Ciente dessa força como
ninguém, o poeta sabe que ela é o contraponto deste mundo mecanizado, é o
resgate do Ser mortificado pelo Ter, como a formiga soterrada pela amêndoa,
numa feliz metáfora de Mia Couto.
A imponência da poesia vem exatamente da
pureza arquetípica, da inerente incorruptibilidade, que desarma a maldade
alheia com um simples olhar amoroso, harmonizando os opostos. A consciência
desse poder leva, por exemplo, a poesia drummondiana a ser altiva, ainda que
cautelosamente contida. E foi na flor - constante metáfora da sua poesia (rosa,
orquídea, lírio, áporo...) - que Drummond encontrou a imagem plena dessa
instigante dicotomia. Como imagem paradoxal de fragilidade e força, sua flor foi
capaz de romper o asfalto, vencer o tédio, o nojo, o ódio e transformar
cargueiros de guerra em galinhas em pânico.
Ao ler o texto de Noemi Jaffe, “Esquadros”,
alertando sobre a “fragilidade forte” de Adriana Calcanhoto, tentei me lembrar
de algum vídeo com a cantora em cena. A concordância com Noemi foi imediata e
logo pensei em Adriana como alguém que se identifica com a flor de Drummond, num
correlato poético-objetivo de si mesma: uma delicadeza desafiadora; uma
fragilidade, cuja força desarma o outro. A análise de Noemi ajudou-me a ver aquele
corpo franzino e aquela voz suave nos iludindo, fazendo-nos baixar a guarda
ingenuamente para sermos surpreendidos por “golpes plenos de verdade”, como
diria o crítico Alcides Villaça acerca da poesia drummondiana.
A flor, portanto, seria a imagem poética para
a qual convergem, identificadas, a voz de Adriana e a pena de Drummond,
traduzindo a “fragilidade forte” que caracteriza a expressão de ambos. Da
cantora, Jaffe destaca a “força da contenção, da elegância e da construção” de
alguém que nos olha com delicadeza e desafio. Uma força que também utiliza
alavancas de estabilização para equilibrar a carga de inquietação com o humor,
a autoconsciência e a elegância, sabendo para onde voa, dominando as
fragilidades com seu “modo de cantar” e sua “presença cênica”, num “efeito de
construção, e mais, de fingimento”. Como vimos, a luta entre opostos de que nos
fala Octávio Paz tem início já no íntimo dos poetas. Harmonizar as próprias
oposições em ritmo e imagem é agir poeticamente.
A certeza desses artistas na direção do voo confere
altivez a suas pessoas, cujas personas
fingem fragilidade para desarmar o mundo frio e envolve-lo com palavras capazes
de “despertar melodias esquecidas” dentro da alma, mantendo-a suspensa no tempo
e no espaço de uma ordem mítica que contém a totalidade da vida humana. Eis o
poder da poesia. Eis o papel do poeta no mundo moderno.
Dessa forma, tanto Drummond quanto Calcanhoto
usam do disfarce da fragilidade para preservar a poesia, ao mesmo tempo em que
mostram seu vigor. Além da flor, há outra imagem poética drummondiana que serve
para entendermos Adriana: o elefante. Vejamos o poema que recebe esse nome e
que está presente no livro A rosa do povo,
de 1945:
Fabrico um elefante
de meus poucos recursos.
Um tanto de madeira
tirado a velhos móveis
talvez lhe dê apoio.
E o encho de algodão,
de paina, de doçura.
A cola vai fixar
suas orelhas pensas.
A tromba se enovela,
é a parte mais feliz
de sua arquitetura.
Mas há também as presas,
dessa matéria pura
que não sei figurar.
Tão alva essa riqueza
a espojar-se nos circos
sem perda ou corrupção.
E há por fim os olhos,
onde se deposita
a parte do elefante
mais fluida e permanente,
alheia a toda fraude.
Eis o meu pobre elefante
pronto para sair
à procura de amigos
num mundo enfastiado
que já não crê em bichos
e duvida das coisas.
Ei-lo, massa imponente
e frágil, que se abana
e move lentamente
a pele costurada
onde há flores de pano
e nuvens, alusões
a um mundo mais poético
onde o amor reagrupa
as formas naturais.
Vai o meu elefante
pela rua povoada,
mas não o querem ver
nem mesmo para rir
da cauda que ameaça
deixá-lo ir sozinho.
É todo graça, embora
as pernas não ajudem
e seu ventre balofo
se arrisque a desabar
ao mais leve empurrão.
Mostra com elegância
sua mínima vida,
e não há cidade
alma que se disponha
a recolher em si
desse corpo sensível
a fugitiva imagem,
o passo desastrado
mas faminto e tocante.
Mas faminto de seres
e situações patéticas,
de encontros ao luar
no mais profundo oceano,
sob a raiz das árvores
ou no seio das conchas,
de luzes que não cegam
e brilham através
dos troncos mais espessos.
Esse passo que vai
sem esmagar as plantas
no campo de batalha,
à procura de sítios,
segredos, episódios
não contados em livro,
de que apenas o vento,
as folhas, a formiga
reconhecem o talhe,
mas que os homens ignoram,
pois só ousam mostrar-se
sob a paz das cortinas
à pálpebra cerrada.
E já tarde da noite
volta meu elefante,
mas volta fatigado,
as patas vacilantes
se desmancham no pó.
Ele não encontrou
o de que carecia,
o de que carecemos,
eu e meu elefante,
em que amo disfarçar-me.
Exausto de pesquisa,
caiu-lhe o vasto engenho
como simples papel.
A cola se dissolve
e todo o seu conteúdo
de perdão, de carícia,
de pluma, de algodão,
jorra sobre o tapete,
qual mito desmontado.
Amanhã recomeço.
O ponto de contato inicial pode ser os versos
em que o eu-lírico assume que ama disfarçar-se em elefante, assim como costuma
disfarçar sua poesia em flor. Ao pensarmos no elefante natural como o maior
animal terrestre, pesando entre quatro e seis toneladas, com altura média de quatro
metros, presumimos e tememos sua força. No entanto, o elefante de Drummond é
artificial, ou seja, fabricado, assim como a poesia. Sustenta-se por uma
estrutura insegura de madeira retirada de móveis velhos e recheada de
fragilidade: algodão, paina e doçura. Uma doçura irmã da delicadeza, do afeto e
do amor, alheios “a toda fraude”. Nela reside sua fortaleza moral.
Seu elefante caminha à procura de amigos,
“faminto de seres” que enxerguem nele um “espírito terno” e “um caráter de
estrita retidão e inteireza”, como ressalta Alcides Villaça. Mas esse conteúdo
de ternura é imperceptível “num mundo enfastiado”, com
suas ruas povoadas de gente sem alma e “que duvida das coisas”. Parece não haver
comunhão possível num mundo com tamanho grau de racionalidade técnica, em que todos
os seres assumem valores mercadológicos, sem transcendência alguma. Justamente
porque o individualismo norteia cada gesto em direção oposta à comunhão, pois
esta é harmonia no modo de sentir, pensar e agir, ou seja, é uma concordância entre as partes. Con-cordar,
grosso modo, é “juntar os corações”. Vale lembrar que “coração” deriva da raiz
latina “cor”, assim como “acorde, acordo, concordância, concórdia e
cordialidade”, palavras, portanto, que refletem
a sede da afetividade e do amor, presentes na doçura que recheia o elefante.
Essa doçura é o princípio espiritual que prova a intenção de um encontro
cordial com o outro, já que, sem ela, o outro talvez fugisse amedrontado para
se proteger de um corpo tão grande e ameaçador. Enquanto imagem de fragilidade,
ela apazigua o outro ao refletir uma intenção amorosa, de delicadeza e cuidado,
pois “vai sem esmagar as plantas”. Assim como o que move o passo do elefante é
o desejo de unir os corações (concordar), a poesia, ao harmonizar os opostos,
realiza a comunhão dos seres, sendo, portanto, uma “operação capaz de mudar o mundo”.
Neste mundo de seres desencontrados, a
própria linguagem já não é comum ao plano amoroso, pois se acha degradada a um
sistema de fórmulas comunicativas que despreza os valores plásticos, sonoros e afetivos das palavras. Conforme Octávio
Paz, “com as vias de comunicação obstruídas, o poeta se vê sem linguagem em que
apoiar-se e o povo sem imagens em que reconhecer-se”. Esta é a solidão do
elefante. E, segundo Villaça, “escrever um poema é fabricar um elefante”. O
poeta sem um leitor adequado – que é aquele capaz da leitura amorosa - está
condenado à solidão.
Como pudemos perceber, nosso elefante
esbarrou num muro de incomunicabilidade (“uma pedra no meio do caminho”): os
ouvidos moucos e os olhos empobrecidos de corpos sem alma. Há um abismo, um
desencontro entre os anseios do poeta e as aspirações materialistas dos homens.
Enquanto estes tateiam sedentos e entorpecidos um chão de mercadorias, aquele
ambiciona o sublime, a comunhão entre os seres, a integração com as formas
naturais, a verdade do espírito. Destinado a essa sina quixotesca, ainda que
retorne cansado de sua viagem fabulosa, “exausto de pesquisa”, com as “patas
vacilantes” desmanchando-se em pó, no dia seguinte recomeça, pois estamos
falando de um poeta, cuja lírica ainda que se saiba frágil, altiva não se cala.
Retornará ao caminho em busca dos signos necessários para que o Ser se
materialize e se erga em poema de arquitetura ideal. Mesmo condenado a ser gauche e a carregar água na peneira a
vida toda, persistirá movido pela verdade do espírito e recomeçará, a cada nova
aurora, a fazer as pedras darem flores (Cf. Manoel de Barros, “O menino que
carregava água na peneira”). Esta é sua tarefa utópica, o “princípio-esperança”
da arte, de certa forma apresentada nesta passagem de Villaça:
É difícil imaginar a arte, sobretudo a
lírica, sem esse horizonte de afirmação que sabe se abrir na exata proporção em
que a negatividade fecha os caminhos para tudo o que não seja essencial. Os
diferentes nomes desse horizonte – amor, natureza, justiça, espírito,
conhecimento – podem todos resumir-se na condição de idealidade que está em
todos nós, ao menos como signo de alguma promessa.
Outra aproximação possível entre Drummond e
Adriana reside na relação incontestável que há entre o poema que acabamos de
comentar e a canção, “A fábrica do poema”, com letra de Wally Salomão, musicada
por ela e presente no disco homônimo lançado em 1994. Vejamos na íntegra:
Sonho o poema de arquitetura
ideal
Cuja própria nata de cimento
Encaixa palavra por palavra, tornei-me perito
em extrair
Faíscas das britas e leite das pedras.
Acordo;
E o poema todo se esfarrapa, fiapo por fiapo.
Acordo;
O prédio, pedra e cal, esvoaça
Como um leve papel solto à mercê do vento e
evola-se,
Cinza de um corpo esvaído de qualquer sentido
Acordo, e o poema-miragem se desfaz
Desconstruído como se nunca houvera sido.
Acordo! os olhos chumbados pelo mingau das
almas
E os ouvidos moucos,
Assim é que saio dos sucessivos sonos:
Vão-se os anéis de fumo de ópio
E ficam-me os dedos estarrecidos.
Metonímias, aliterações, metáforas, oxímoros
Sumidos no sorvedouro.
Não deve adiantar grande coisa permanecer à
espreita
No topo fantasma da torre de vigia
Nem a simulação de se afundar no sono.
Nem dormir deveras.
Pois a questão-chave é:
Sob que máscara retornará o recalcado?
Sem dúvida, esse poema precisa da melodia, que
nos envolve com a leve suavidade de um sonho bom, enquanto a letra busca,
heroicamente, capturar a fonte da poesia e descrever sua “fabricação”. Essa “fabricação”
pelo sonho produz um ser tão frágil quanto o elefante que se desmancha em pó. Cotejando
os poemas “O elefante” e “A fábrica do poema”, percebemos que há um sentido
comum entre os verbos “fabricar” e “sonhar” que os iniciam: “Fabrico um elefante” e “Sonho o poema de arquitetura ideal”. Sonhar
é fabricar imagens poéticas.
Da mesma forma que a fragilidade contida nas
imagens do prédio poético - com argamassa feita como o “mingau das almas” - “esvoaça
e evola-se”, o vasto engenho do elefante cai ao dissolver da cola (mingau),
desmanchando-se as patas vacilantes em pó e desmontando-se o mito como um
simples papel solto “à mercê do vento”. Assim é que o poeta sai dos sucessivos
sonos, tal como o elefante retorna das sucessivas saídas: estarrecidos. Mas a
certeza de recomeçar a fabricar um elefante é a mesma de que retornará o
recalcado, em estado amorfo, esperando que se lhe dê forma mesmo não sabendo sob
que máscara. (1)
Em “A fábrica do poema”, há um evidente
paralelo traçado entre sonho e poesia, sustentado na teoria freudiana do
inconsciente. As imagens oníricas são deslocamentos e condensações de pensamentos
latentes e recalcados, muitas vezes inconfessáveis ao eu. Os mecanismos dos
sonhos (deslocamento e condensação) parecem ser os mesmos que se apresentam na
elaboração da poesia. A relação é muita sugestiva: poesia é imagem e som a serem
decifrados. E o mistério revelado será o nome das coisas, extraído como
“faíscas das britas e leite das pedras”, numa luta recomeçada a cada despertar.
Ao dormirmos, entregues, desarmados, com a
razão suspensa, nosso inconsciente age como a poesia, transformando o enigma do
nosso “eu” em imagens condensadas que, ao serem decifradas, revelam os
recônditos da nossa psique e nomeiam “coisas ignotas”, como poetizou
Shakespeare em “Sonhos de uma noite de verão”, no Ato V, Cena 1:
E como a imaginação dá corpo
e contornos de coisas ignotas
a pena do poeta lhes dá forma
e ao etéreo nada,
um lugar de morada e um nome.
Nessa revelação, nosso ser fragmentado,
desconexo, caótico (desarmônico, doente) é (re)organizado pelo encontro com a
“verdade” de si mesmo, pois os fiapos do “eu” reagrupam-se pela palavra que
cura (iatroi lógoi, “palavras-medicina”,
Psicanálise, Poesia). Para Octavio Paz,
“a palavra do poeta se confunde com o seu próprio ser. (...). No momento da
criação, aflora à consciência a parte mais secreta de nós mesmos”. Assim como
Freud disse que o sonho é a realização de um desejo inconsciente, Paz nos
lembra de que poesia é desejo, que “aspira sempre a suprimir as distâncias”, através
das imagens que são pontes construídas pelo desejo para o encontro entre o “eu”
e os outros “eus” de mim, entre o meu ser e o ser das coisas, reagrupados
amorosamente pelas palavras poéticas que ordenam o caos, que curam a doença, que
reestabelecem a harmonia.
O despertar desse sonho acordado resulta no
esvair das imagens do sonho, como promessas tantálicas, miragens... Todas as
forças do poeta são investidas nessa luta de entrega total, de retenção das
miragens e de encontro com a face exata – dentre as mil ocultas – das palavras
capazes de dar corpo e sentido à arquitetura do poema. E se há agressão nessa
luta, é uma agressão suave, um embate com alma contida, um enfrentamento com
delicadeza, a impressão exata da força para que o corpo frágil não se esfarrape
“fiapo por fiapo”, evolando-se à “mercê do vento” traiçoeiro, restando,
inconsoláveis, os “dedos estarrecidos”.
Assim, “arrancar leite das pedras” é metáfora
da luta e da perícia do poeta para encontrar as palavras exatas, articulando-as
a fim de que formem imagens num sonho acordado, cuja lógica é distinta da
lógica aparentemente absurda do inconsciente, do sonho. Drummond, o gauche, em desajuste com o mundo,
encontrou na poesia a ponte necessária para suprimir a distância entre si e o
outro. Como vimos, sua poesia (seu elefante) perambulou pelas ruas em direção a
esse encontro, a essa anulação da distância, atravessando a ponte e só encontrando
a indiferença do outro lado, como um vate pregando no deserto da modernidade.
Todo poeta busca uma arquitetura ideal para
sustentar o poético que lhe advém num sonho acordado. Ganha-se a batalha quando
o espírito consegue reter as imagens fugidias do sonho, os ouvidos registram os
sons e os ritmos, o intelecto encontra os recursos expressivos e os articula e
os dedos conseguem ditar a direção da pena. Porém, se um deles falha, a
arquitetura some no sorvedouro e lamentamos uma perda irreparável para a
humanidade.
A emoção sentida, portanto, quando da audição
dessa canção-poema, assim como quando da leitura daquele poema de Drummond, é
fruto dúplice da beleza e da dor. A beleza comovente da poesia capaz de nomear
um instante fugidio e a dor causada pela perda desse instante no acordar do
poeta ou no malogrado retorno do elefante que não encontrou eco nos corações
dos homens. A beleza da breve comunhão conseguida através da poesia e a dor
sentida como aquela do leitor pessoano - a terceira, a dor lida - que chega a comungar
uma dor que deveras sente. Ave, Poesia!
Samuel
Veratti
(1)
Os vários pontos de contato entre esses poemas
ganham maior relevância quando Adriana Calcanhoto sugere sua identificação ao
escolher o poema “O elefante” para declamar no filme “Consideração do poema”,
produzido, em 2011, pelo Instituto Moreira Salles para comemorar o “Dia D”.
Referências
bibliográficas
JAFFE,
Noemi. "Lendo Música - 10 ensaios sobre 10 canções". São Paulo: Publifolha,
2008.
PAZ,
Octávio. O arco e a lira. São Paulo:
Cosac Naify, 2012.
VILLAÇA,
Alcides Villaça. Passos de Drummond.
São Paulo: Cosac Naify, 2006.