"Imprudente ofício é este, de viver em voz alta" (Rubem Braga)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

A FLOR QUE CAVALGA UM LEÃO


Onde foi exatamente que larguei (...)
O leão que sempre cavalguei?
(“Inverno”, Adriana Calcanhoto)
 

Todo poeta está ciente das dificuldades encontradas pela poesia neste mundo mecânico e caduco. Sair em busca de compreensão num mundo avesso ao ser das coisas é a sua condição de precariedade. Embora os tempos sejam maus para o lirismo (Brecht), a poesia é um canto que tenta se afirmar perante os aborrecimentos, protegendo-se. Em Drummond, ela nasce exatamente dessa dificuldade, desse desajuste entre o poeta e o mundo. Sua necessidade vital de proteção explica o comedimento passional e a distância irônica do poeta mineiro, que alterna comoção e ironia, sensibilidade e inteligência, fazendo com que esta corrija aquela a tempo, como num “jogo automático de alavancas de estabilização”, na percepção de Manuel Bandeira.
 A poesia é um fenômeno de comunhão secreta entre o ser e as coisas. Quem já experimentou o prazer estético, o êxtase causado pelo poder encantatório do ritmo, o encontro - através das imagens verbais - com as imagens que já havia dentro de si, num “momento em que tudo concorda”, em que “o tempo não pesa”, vivenciou essa breve comunhão e descobriu a força da poesia, que “vive nas camadas mais profundas do ser”, como nos ensina Octávio Paz, em O arco e a lira. Ciente dessa força como ninguém, o poeta sabe que ela é o contraponto deste mundo mecanizado, é o resgate do Ser mortificado pelo Ter, como a formiga soterrada pela amêndoa, numa feliz metáfora de Mia Couto.
A imponência da poesia vem exatamente da pureza arquetípica, da inerente incorruptibilidade, que desarma a maldade alheia com um simples olhar amoroso, harmonizando os opostos. A consciência desse poder leva, por exemplo, a poesia drummondiana a ser altiva, ainda que cautelosamente contida. E foi na flor - constante metáfora da sua poesia (rosa, orquídea, lírio, áporo...) - que Drummond encontrou a imagem plena dessa instigante dicotomia. Como imagem paradoxal de fragilidade e força, sua flor foi capaz de romper o asfalto, vencer o tédio, o nojo, o ódio e transformar cargueiros de guerra em galinhas em pânico.
Ao ler o texto de Noemi Jaffe, “Esquadros”, alertando sobre a “fragilidade forte” de Adriana Calcanhoto, tentei me lembrar de algum vídeo com a cantora em cena. A concordância com Noemi foi imediata e logo pensei em Adriana como alguém que se identifica com a flor de Drummond, num correlato poético-objetivo de si mesma: uma delicadeza desafiadora; uma fragilidade, cuja força desarma o outro. A análise de Noemi ajudou-me a ver aquele corpo franzino e aquela voz suave nos iludindo, fazendo-nos baixar a guarda ingenuamente para sermos surpreendidos por “golpes plenos de verdade”, como diria o crítico Alcides Villaça acerca da poesia drummondiana.
A flor, portanto, seria a imagem poética para a qual convergem, identificadas, a voz de Adriana e a pena de Drummond, traduzindo a “fragilidade forte” que caracteriza a expressão de ambos. Da cantora, Jaffe destaca a “força da contenção, da elegância e da construção” de alguém que nos olha com delicadeza e desafio. Uma força que também utiliza alavancas de estabilização para equilibrar a carga de inquietação com o humor, a autoconsciência e a elegância, sabendo para onde voa, dominando as fragilidades com seu “modo de cantar” e sua “presença cênica”, num “efeito de construção, e mais, de fingimento”. Como vimos, a luta entre opostos de que nos fala Octávio Paz tem início já no íntimo dos poetas. Harmonizar as próprias oposições em ritmo e imagem é agir poeticamente.
A certeza desses artistas na direção do voo confere altivez a suas pessoas, cujas personas fingem fragilidade para desarmar o mundo frio e envolve-lo com palavras capazes de “despertar melodias esquecidas” dentro da alma, mantendo-a suspensa no tempo e no espaço de uma ordem mítica que contém a totalidade da vida humana. Eis o poder da poesia. Eis o papel do poeta no mundo moderno.
Dessa forma, tanto Drummond quanto Calcanhoto usam do disfarce da fragilidade para preservar a poesia, ao mesmo tempo em que mostram seu vigor. Além da flor, há outra imagem poética drummondiana que serve para entendermos Adriana: o elefante. Vejamos o poema que recebe esse nome e que está presente no livro A rosa do povo, de 1945:
 

 Fabrico um elefante
 de meus poucos recursos.
 Um tanto de madeira
 tirado a velhos móveis
 talvez lhe dê apoio.
 E o encho de algodão,
 de paina, de doçura.
 A cola vai fixar
 suas orelhas pensas.
 A tromba se enovela,
 é a parte mais feliz
 de sua arquitetura.
 Mas há também as presas,
 dessa matéria pura
 que não sei figurar.
 Tão alva essa riqueza
 a espojar-se nos circos
 sem perda ou corrupção.
 E há por fim os olhos,
 onde se deposita
 a parte do elefante
 mais fluida e permanente,
 alheia a toda fraude. 

 Eis o meu pobre elefante
 pronto para sair
 à procura de amigos
 num mundo enfastiado
 que já não crê em bichos
 e duvida das coisas.
 Ei-lo, massa imponente
 e frágil, que se abana
 e move lentamente
 a pele costurada
 onde há flores de pano
 e nuvens, alusões
 a um mundo mais poético
 onde o amor reagrupa
 as formas naturais. 

 Vai o meu elefante
 pela rua povoada,
 mas não o querem ver
 nem mesmo para rir
 da cauda que ameaça
 deixá-lo ir sozinho.
 É todo graça, embora
 as pernas não ajudem
 e seu ventre balofo
 se arrisque a desabar
 ao mais leve empurrão.
 Mostra com elegância
 sua mínima vida,
 e não há cidade
 alma que se disponha
 a recolher em si
 desse corpo sensível
 a fugitiva imagem,
 o passo desastrado
 mas faminto e tocante. 

 Mas faminto de seres
 e situações patéticas,
 de encontros ao luar
 no mais profundo oceano,
 sob a raiz das árvores
 ou no seio das conchas,
 de luzes que não cegam
 e brilham através
 dos troncos mais espessos.
 Esse passo que vai
 sem esmagar as plantas
 no campo de batalha,
 à procura de sítios,
 segredos, episódios
 não contados em livro,
 de que apenas o vento,
 as folhas, a formiga
 reconhecem o talhe,
 mas que os homens ignoram,
 pois só ousam mostrar-se
 sob a paz das cortinas
 à pálpebra cerrada. 

 E já tarde da noite
 volta meu elefante,
 mas volta fatigado,
 as patas vacilantes
 se desmancham no pó.
 Ele não encontrou
 o de que carecia,
 o de que carecemos,
 eu e meu elefante,
 em que amo disfarçar-me.
 Exausto de pesquisa,
 caiu-lhe o vasto engenho
 como simples papel.
 A cola se dissolve
 e todo o seu conteúdo
 de perdão, de carícia,
 de pluma, de algodão,
 jorra sobre o tapete,
 qual mito desmontado.
 Amanhã recomeço.
 

O ponto de contato inicial pode ser os versos em que o eu-lírico assume que ama disfarçar-se em elefante, assim como costuma disfarçar sua poesia em flor. Ao pensarmos no elefante natural como o maior animal terrestre, pesando entre quatro e seis toneladas, com altura média de quatro metros, presumimos e tememos sua força. No entanto, o elefante de Drummond é artificial, ou seja, fabricado, assim como a poesia. Sustenta-se por uma estrutura insegura de madeira retirada de móveis velhos e recheada de fragilidade: algodão, paina e doçura. Uma doçura irmã da delicadeza, do afeto e do amor, alheios “a toda fraude”. Nela reside sua fortaleza moral.
Seu elefante caminha à procura de amigos, “faminto de seres” que enxerguem nele um “espírito terno” e “um caráter de estrita retidão e inteireza”, como ressalta Alcides Villaça. Mas esse conteúdo de ternura é imperceptível “num mundo enfastiado”, com suas ruas povoadas de gente sem alma e “que duvida das coisas”. Parece não haver comunhão possível num mundo com tamanho grau de racionalidade técnica, em que todos os seres assumem valores mercadológicos, sem transcendência alguma. Justamente porque o individualismo norteia cada gesto em direção oposta à comunhão, pois esta é harmonia no modo de sentir, pensar e agir, ou seja, é uma concordância entre as partes. Con-cordar, grosso modo, é “juntar os corações”. Vale lembrar que “coração” deriva da raiz latina “cor”, assim como “acorde, acordo, concordância, concórdia e cordialidade”, palavras, portanto, que refletem a sede da afetividade e do amor, presentes na doçura que recheia o elefante. Essa doçura é o princípio espiritual que prova a intenção de um encontro cordial com o outro, já que, sem ela, o outro talvez fugisse amedrontado para se proteger de um corpo tão grande e ameaçador. Enquanto imagem de fragilidade, ela apazigua o outro ao refletir uma intenção amorosa, de delicadeza e cuidado, pois “vai sem esmagar as plantas”. Assim como o que move o passo do elefante é o desejo de unir os corações (concordar), a poesia, ao harmonizar os opostos, realiza a comunhão dos seres, sendo, portanto, uma “operação capaz de mudar o mundo”.
Neste mundo de seres desencontrados, a própria linguagem já não é comum ao plano amoroso, pois se acha degradada a um sistema de fórmulas comunicativas que despreza os valores plásticos, sonoros e afetivos das palavras. Conforme Octávio Paz, “com as vias de comunicação obstruídas, o poeta se vê sem linguagem em que apoiar-se e o povo sem imagens em que reconhecer-se”. Esta é a solidão do elefante. E, segundo Villaça, “escrever um poema é fabricar um elefante”. O poeta sem um leitor adequado – que é aquele capaz da leitura amorosa - está condenado à solidão.
Como pudemos perceber, nosso elefante esbarrou num muro de incomunicabilidade (“uma pedra no meio do caminho”): os ouvidos moucos e os olhos empobrecidos de corpos sem alma. Há um abismo, um desencontro entre os anseios do poeta e as aspirações materialistas dos homens. Enquanto estes tateiam sedentos e entorpecidos um chão de mercadorias, aquele ambiciona o sublime, a comunhão entre os seres, a integração com as formas naturais, a verdade do espírito. Destinado a essa sina quixotesca, ainda que retorne cansado de sua viagem fabulosa, “exausto de pesquisa”, com as “patas vacilantes” desmanchando-se em pó, no dia seguinte recomeça, pois estamos falando de um poeta, cuja lírica ainda que se saiba frágil, altiva não se cala. Retornará ao caminho em busca dos signos necessários para que o Ser se materialize e se erga em poema de arquitetura ideal. Mesmo condenado a ser gauche e a carregar água na peneira a vida toda, persistirá movido pela verdade do espírito e recomeçará, a cada nova aurora, a fazer as pedras darem flores (Cf. Manoel de Barros, “O menino que carregava água na peneira”). Esta é sua tarefa utópica, o “princípio-esperança” da arte, de certa forma apresentada nesta passagem de Villaça:
 

É difícil imaginar a arte, sobretudo a lírica, sem esse horizonte de afirmação que sabe se abrir na exata proporção em que a negatividade fecha os caminhos para tudo o que não seja essencial. Os diferentes nomes desse horizonte – amor, natureza, justiça, espírito, conhecimento – podem todos resumir-se na condição de idealidade que está em todos nós, ao menos como signo de alguma promessa.
 

Outra aproximação possível entre Drummond e Adriana reside na relação incontestável que há entre o poema que acabamos de comentar e a canção, “A fábrica do poema”, com letra de Wally Salomão, musicada por ela e presente no disco homônimo lançado em 1994. Vejamos na íntegra:
 

 Sonho o poema de arquitetura ideal
 Cuja própria nata de cimento
 Encaixa palavra por palavra, tornei-me perito em extrair
 Faíscas das britas e leite das pedras.
 Acordo;
 E o poema todo se esfarrapa, fiapo por fiapo.
 Acordo;
 O prédio, pedra e cal, esvoaça
 Como um leve papel solto à mercê do vento e evola-se,
 Cinza de um corpo esvaído de qualquer sentido
 Acordo, e o poema-miragem se desfaz
 Desconstruído como se nunca houvera sido.
 Acordo! os olhos chumbados pelo mingau das almas
 E os ouvidos moucos,
 Assim é que saio dos sucessivos sonos:
 Vão-se os anéis de fumo de ópio
 E ficam-me os dedos estarrecidos.
 Metonímias, aliterações, metáforas, oxímoros
 Sumidos no sorvedouro.
 Não deve adiantar grande coisa permanecer à espreita
 No topo fantasma da torre de vigia
 Nem a simulação de se afundar no sono.
 Nem dormir deveras.
 Pois a questão-chave é:
 Sob que máscara retornará o recalcado?
 

Sem dúvida, esse poema precisa da melodia, que nos envolve com a leve suavidade de um sonho bom, enquanto a letra busca, heroicamente, capturar a fonte da poesia e descrever sua “fabricação”. Essa “fabricação” pelo sonho produz um ser tão frágil quanto o elefante que se desmancha em pó. Cotejando os poemas “O elefante” e “A fábrica do poema”, percebemos que há um sentido comum entre os verbos “fabricar” e “sonhar” que os iniciam: “Fabrico um elefante” e “Sonho o poema de arquitetura ideal”. Sonhar é fabricar imagens poéticas.
Da mesma forma que a fragilidade contida nas imagens do prédio poético - com argamassa feita como o “mingau das almas” - “esvoaça e evola-se”, o vasto engenho do elefante cai ao dissolver da cola (mingau), desmanchando-se as patas vacilantes em pó e desmontando-se o mito como um simples papel solto “à mercê do vento”. Assim é que o poeta sai dos sucessivos sonos, tal como o elefante retorna das sucessivas saídas: estarrecidos. Mas a certeza de recomeçar a fabricar um elefante é a mesma de que retornará o recalcado, em estado amorfo, esperando que se lhe dê forma mesmo não sabendo sob que máscara. (1)
Em “A fábrica do poema”, há um evidente paralelo traçado entre sonho e poesia, sustentado na teoria freudiana do inconsciente. As imagens oníricas são deslocamentos e condensações de pensamentos latentes e recalcados, muitas vezes inconfessáveis ao eu. Os mecanismos dos sonhos (deslocamento e condensação) parecem ser os mesmos que se apresentam na elaboração da poesia. A relação é muita sugestiva: poesia é imagem e som a serem decifrados. E o mistério revelado será o nome das coisas, extraído como “faíscas das britas e leite das pedras”, numa luta recomeçada a cada despertar.
Ao dormirmos, entregues, desarmados, com a razão suspensa, nosso inconsciente age como a poesia, transformando o enigma do nosso “eu” em imagens condensadas que, ao serem decifradas, revelam os recônditos da nossa psique e nomeiam “coisas ignotas”, como poetizou Shakespeare em “Sonhos de uma noite de verão”, no Ato V, Cena 1:
 

E como a imaginação dá corpo
e contornos de coisas ignotas
a pena do poeta lhes dá forma
e ao etéreo nada,
um lugar de morada e um nome.
 

Nessa revelação, nosso ser fragmentado, desconexo, caótico (desarmônico, doente) é (re)organizado pelo encontro com a “verdade” de si mesmo, pois os fiapos do “eu” reagrupam-se pela palavra que cura (iatroi lógoi, “palavras-medicina”, Psicanálise, Poesia).  Para Octavio Paz, “a palavra do poeta se confunde com o seu próprio ser. (...). No momento da criação, aflora à consciência a parte mais secreta de nós mesmos”. Assim como Freud disse que o sonho é a realização de um desejo inconsciente, Paz nos lembra de que poesia é desejo, que “aspira sempre a suprimir as distâncias”, através das imagens que são pontes construídas pelo desejo para o encontro entre o “eu” e os outros “eus” de mim, entre o meu ser e o ser das coisas, reagrupados amorosamente pelas palavras poéticas que ordenam o caos, que curam a doença, que reestabelecem a harmonia.
O despertar desse sonho acordado resulta no esvair das imagens do sonho, como promessas tantálicas, miragens... Todas as forças do poeta são investidas nessa luta de entrega total, de retenção das miragens e de encontro com a face exata – dentre as mil ocultas – das palavras capazes de dar corpo e sentido à arquitetura do poema. E se há agressão nessa luta, é uma agressão suave, um embate com alma contida, um enfrentamento com delicadeza, a impressão exata da força para que o corpo frágil não se esfarrape “fiapo por fiapo”, evolando-se à “mercê do vento” traiçoeiro, restando, inconsoláveis, os “dedos estarrecidos”.
Assim, “arrancar leite das pedras” é metáfora da luta e da perícia do poeta para encontrar as palavras exatas, articulando-as a fim de que formem imagens num sonho acordado, cuja lógica é distinta da lógica aparentemente absurda do inconsciente, do sonho. Drummond, o gauche, em desajuste com o mundo, encontrou na poesia a ponte necessária para suprimir a distância entre si e o outro. Como vimos, sua poesia (seu elefante) perambulou pelas ruas em direção a esse encontro, a essa anulação da distância, atravessando a ponte e só encontrando a indiferença do outro lado, como um vate pregando no deserto da modernidade.
Todo poeta busca uma arquitetura ideal para sustentar o poético que lhe advém num sonho acordado. Ganha-se a batalha quando o espírito consegue reter as imagens fugidias do sonho, os ouvidos registram os sons e os ritmos, o intelecto encontra os recursos expressivos e os articula e os dedos conseguem ditar a direção da pena. Porém, se um deles falha, a arquitetura some no sorvedouro e lamentamos uma perda irreparável para a humanidade.
A emoção sentida, portanto, quando da audição dessa canção-poema, assim como quando da leitura daquele poema de Drummond, é fruto dúplice da beleza e da dor. A beleza comovente da poesia capaz de nomear um instante fugidio e a dor causada pela perda desse instante no acordar do poeta ou no malogrado retorno do elefante que não encontrou eco nos corações dos homens. A beleza da breve comunhão conseguida através da poesia e a dor sentida como aquela do leitor pessoano - a terceira, a dor lida - que chega a comungar uma dor que deveras sente. Ave, Poesia!
 

                                                                               Samuel Veratti
 

(1)    Os vários pontos de contato entre esses poemas ganham maior relevância quando Adriana Calcanhoto sugere sua identificação ao escolher o poema “O elefante” para declamar no filme “Consideração do poema”, produzido, em 2011, pelo Instituto Moreira Salles para comemorar o “Dia D”.
 

Referências bibliográficas

JAFFE, Noemi. "Lendo Música - 10 ensaios sobre 10 canções". São Paulo: Publifolha, 2008.
PAZ, Octávio. O arco e a lira. São Paulo: Cosac Naify, 2012.
VILLAÇA, Alcides Villaça. Passos de Drummond. São Paulo: Cosac Naify, 2006.