"Imprudente ofício é este, de viver em voz alta" (Rubem Braga)

MANIFESTO INÚTIL

UMA PEÇA DE RESISTÊNCIA

Estou farto de utilidades!

Essas que estão aí, diuturnamente, padronizando teres (isto mesmo: teres. Seres estão em extinção).
A Arte é o canto de inutilidade. O reduto da essência. A página não lida. O CD não comprado. O filme não visto. O link não clicado. O verso que não tem ecoado...
Alguns certificados garantem que sou formado. Eu os contrario: não sou formado! Nenhuma forma me enclausura. Tive mestres que libertaram meu Espírito e alicerçaram a autonomia da minha Consciência. Ando na contramão do gosto padronizado. Venho de um mundo senso-crítico. Meu espírito é imune à pasteurização. Seja lá o que for, aquilo de que gosto é escolha minha. Não sou bovino, mimoso ou coisificado. Preservo o ser. E minha pretensão é ajudar a resgatá-lo no outro, cortejando inutilidades na periferia do capitalismo.
Não sou tolo a ponto de acreditar na coerência. Portanto, este projeto sabe de onde veio, mas não sabe pra onde vai. Nasce simplório mesmo: postar alguns textos que escrevi ao longo dos últimos anos e coisas alheias que têm o poder de preservar o humano, ou seja, aquilo que nos diferencia dos robôs: a capacidade de pensar, sentir, refletir, sensibilizar-se, comover-se com a beleza e, sobretudo, sonhar. O reino da utopia. Que não altera a bolsa de valores. Não serve pra nada na marcha do mundo capitalista. O não-lugar. O lugar humano. O meu canto de inutilidades.

Abaixo "o mal da eloquência balofa e roçagante"!!!

Dispam o ser e sejam bem-vindos!


Samuel Veratti